Já parou pra pensar em como a modernidade tem facilitado sua vida e a da sociedade? Temos acesso a diversas facilidades em nossa vida que seria um sonho para alguém dos séculos passados. A expectativa de vida aumentou muito nas quatro últimas décadas e a ciência avança cada vez mais em tratamentos de males outrora incuráveis. A economia, esta sorri atoa, cresce e se desenvolve como nunca. Engenheiros estudam e desenvolvem novas técnicas de manejo na agricultura e na pecuária. Teoricamente deveríamos ter uma sociedade perfeita, com bons alimentos para todos. Economicamente sustentável e com uma boa expectativa de vida. Mas só teoricamente. Na prática o que vemos é a riqueza concentrada nas mãos de poucos poderosos que fazem questão de criar novos meios e mecanismos para arrancar do pobre até o que não tem. A medicina moderna está aí, pronta para cuidar de quem pode e está disposto a pagar pelo tratamento, afinal o juramento de Hipócrates é apenas uma formalidade da formatura. Homens tornam-se cada vez mais independentes de Deus, já podem se cuidar sozinho e é melhor deixar a religião para os “fracos” que precisam de um deus para se apegar e apelar. Pobres coitados, nunca entenderão que os fracos é que realmente são fortes. A sociedade, espelho deste homem moderno, é cada vez mais egoísta, presunçosa, arrogante, trapaceira, leviana... bom poderíamos encher facilmente duas páginas com adjetivos nada bons que representam essa sociedade, mas é melhor “evitar a fadiga”. Nossos jovens são ensinados cedo que pouco importa em quem doa, eles precisam vencer na vida, que o mundo é dos espertos e que se a grama do vizinho é mais verde, compre. O dinheiro pode comprar tudo, até a moral do homem. Qualquer semelhança dessa sociedade com a descrita por Paulo em sua segunda epístola ao jovem pastor Timóteo não é mera coincidência. Parece que o apostolo está vendo e descrevendo esta sociedade com tanta precisão que é impossível não lhe dar crédito. Esta é a última carta escrita por Paulo antes de sua execução. Ele a escreve como que para um filho. É notório o clima de despedida escondido nas entrelinhas de seu discurso. Mais do que aconselhar, Paulo deseja preparar seu jovem pupilo para as dificuldades que este enfrentaria em sua vida pastoral. E como é gostoso ler estes conselhos. A impressão dominante é que Paulo escreve a Timóteo, mas se dirige ao leitor. Este é o alvo de seus conselhos, o foco de seu combate, o motivo de sua carreira. Em contraposto a esta sociedade surgem diversos grupos cristãos tentando “lutar contra o sistema”. Luta em vão? Não creio, mas creio que as armas escolhidas não são a melhores. Não sei como é possível convencer pessoas egoístas a amarem seu próximo com passeata e alguns cartazes com frases clichês. Atitudes devem ser combatidas com atitudes. Se você não consegue entender isso deixe-me contar-lhe um segredo. Quando Paulo descreve a Timóteo a sociedade dos últimos dias (3.1-9) ele também conta o segredo de como o jovem pastor deveria lhe dar com essa sociedade (vs 10). Este é o ponto chave. A grande revelação. Tens aprendido? De quem? Como? Estás certo de que podes defender tua fé? Você só poderá combater os egoísmos dessa sociedade defendendo suas crenças com convicção. É elas que estão em jogo. Sempre foram. Você terá perdido o combate se a sociedade te fazer duvidar por um segundo sobre o evangelho a que fostes ensinado. Estuda, pesquisa, busca. Afinal, conhecimento é o único bem adquirido que você irá levar ao tumulo.


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