Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma
teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa
alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem
determinada de causas eficientes.
Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado
pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é
causado pelo Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às
outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira,
causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa
uma causa, fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as
intermediárias e tampouco haverá então a última.
Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa
eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria.
ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a
série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa
primeira que tudo causou e que não foi causada.
Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por
Sócrates que morreu dizendo: "Causa das causas, tem pena de mim". A
negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma,
pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.
O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra "Breve História
do Tempo" reconheceu que a teoria do Big-Bang (grande explosão que deu
origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz
devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o
universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um
remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um
criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.
O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do
universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades
da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é
eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não
causada.
Extraído do Livro: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek


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