Tomo, neste momento, embora imerecedor até mesmo de lê-las, as
palavras de Jesus cristo que em meio a uma grande multidão pregou e
anunciou acerca das ultimas coisas usando a oração “quem lê, que
entenda” ( Mt 24.15).
Alguns levam esta mensagem tão ao pé da letra que começam a
surgir, cada vez mais, interpretações isoladas da bíblia sagrada.
Algumas, de fato, levam ao caminho da verdade, outros, no entanto, se
afastam tanto do evangelho que a simples análise desses caminhos
chega-nos a ser algo desanimador.
É fácil ver que não estou me referindo aos absurdos notórios como
a teologia da prosperidade, psicopaniquia, limbo, ou outras teorias
que surgem de más interpretações, na maioria das vezes, consciente
da palavra de Deus.
Analiso, aqui, atos pequenos e, tomados por alguns como “normais”
que a luz da bíblia serão responsáveis pela perdição de muitos
cristãos que se dizem prontos e aptos a entrar no céu!
Posteriormente estarei abordando tais temas com mais ênfase. Mas,
para principio de conversa, o que aqui está escrito já é o
suficiente para que você entenda e mude suas atitudes ante a pressão
mundana das falsas interpretações bíblicas.
O
DEUS VASSALO: A ideia grega de que o homem é o centro do
universo está de novo e reinar dentro da igreja. Cada vez mais
percebemos pelas letras dos hinos entoados, pelas teologias que
surgem a cada dia e até mesmo pelas mensagens pregadas nos púlpitos
das igrejas que o homem é um deus em crisálida! Não somos
abençoados por misericórdia divina, mas por sermos merecedores!
Deus deixou de ser nosso senhor soberano ( IS.46:9-11) para
tornar-se nosso vassalo.
Não vamos mais ao culto para adorar a Deus e celebrar o seu nome,
mas, tão somente para nos apoderar de nossas bênçãos.
Em tempos primórdios era raro ver um pregador trazer profecias de
bençãos para alguém. Hoje, no entanto, percebe-se verdadeiras
multidões em busca de tais “profetas” que, sem nem mesmo, por
vezes, estarem preparados, pronunciam palavras de bençãos, vitórias
e na grande maioria das vezes, prosperidade.
Preocupo-me, imensamente, ao ver crentes deixando suas congregações
e seus cultos, desrespeitando a palavra de Deus (Hb 10.25), para
participar de verdadeiros shows de mágicas, pirotecnia e mentiras,
patrocinada pelo inimigo de nossas almas e realizados por “profetas”
que, por vezes, blasfemam contra Deus, zombam da verdade e ainda são
tratados como santo pelo povo que não lê, não entende e nem busca
a verdade de cristo.
Certo feita, li um cartaz com anuncio sobre um desses eventos onde
dizia “...o homem que tem o poder de deus na palma da mão!”
Escrevo deus com letras minúsculas porque me recuso, mesmo que por
citação cometer tamanha blasfêmia contra o altíssimo. Apenas a um
homem foi dado todo o poder ( Mt 28.18) e este, com certeza, não
estava naquele evento.
Tais “profetas” são incapazes de reconhecer as profanações e
transgressões às palavras de Deus e com isso não reconhecem a
diferença entre o puro e o impuro ( Ez 22.26).
GLORIA
A MIM:
Uma das formas que a igreja mais deveria utilizar para adorar ao rei
é o cântico de louvores (Ef 5.19). Digo deveria porque já não é
tão fácil ver esta adoração acontecendo no meio do povo de Deus.
Em vez de adoração ao rei os hinos entoados hoje em dia fazem um
verdadeiro culto ao deus homem.
Não cantamos para louvar o criador do universo, mas para satisfazer
nosso ego interior e nos fazer sentir-se importante, melhor….feliz!
Hinos que prezam pela humilhação de outros para que possamos nos
sentir valorizados estão virando uma verdadeira epidemia cristã.
Cansados de nossos problemas pessoais, roubamos metade do culto que
deveria ser prestado a Deus para nosso próprio deleite em uma
adoração falsa e impura (Mt 15.8,9).
Tal adoração, que passa despercebida, ou é completamente ignorada
pelos ministros e responsáveis por suas igrejas, não só desagrada
a Deus como, também, transgride a lei divina (Mt 4.10), distorce a
verdade do evangelho e cria um culto de adoração pagão
transformando a criatura em um ser superior ao criador.
Almejo e anelo o dia em que os verdadeiros adoradores assumirão seu
papel não meio evangélico e adorarão ao pai em espírito e em
verdade ( Jo 4.23).
A
ÁGUA BENTA PROTESTANTE:
De acordo com a Palavra de Deus, a unção com óleo
pode ser aplicada (Mc 6.13), mas somente pelos presbíteros da igreja
(Tg 5.14). E é bom observar que o recebimento da cura não está
relacionado com a unção, e sim com a oração da fé, em nome do
Senhor (Tg 5.15). Nesse caso, o azeite, além de símbolo do Espírito
Santo (Zc 4.3-6), é o ponto de contato para estimular a fé do
doente. O que passar disso é misticismo.
No entanto, o que se vê nos cultos ultimamente é um
verdadeiro desrespeito as tradições bíblicas e cristãs com um dos
principais símbolos de nosso religião.
Cada crente, em cada lugar, casa, comercio, bar,
loja... Tem seu vasinho de óleo ungido para uso próprio. Não
bastasse, algumas igrejas fazem a distribuição do mesmo para uso
livre de pessoas que, na maioria das vezes está completamente
despreparada espiritualmente para tal ato.
Durante os cultos não é raro ver um pregador com
cargo hierárquico menor que um presbítero fazendo uso livre do
azeite. Alias, a nova onda agora é ungir tudo que se vê, compra ou
vende, por exemplo: casa, carro, moto, bicicleta, televisor,
geladeira, mesa, fogão, cachorro, gato, periquito, papagaio...já vi
casos em que se unge canetas para que alguns candidatos passem em
concursos públicos.
Isto sem falar em alguns milagreiros que realizam
operações estranhas, mediante uso de azeite ou algum tipo de óleo
esfregado-o no suposto local da enfermidade, para depois “extrair”
objetos do corpo das pessoas, o que mais se parece com as cirurgias
mediúnicas do que com a manifestação de Deus.
Concluindo digo, sinceramente, que se este vandalismo
não cessar, em pouco tempo teremos transformado um dos símbolos
máximos de nossa religião e a representação do espirito de Deus
na água benta protestante.
Espero, sinceramente, que você, como cristão, analise
este texto e estude estas linhas com atenção, comparando-o com a
palavra da verdade e vendo que Deus tem algo melhor para seu povo,
desde que este povo se humilhe, reconheça seus erros, ore por perdão
e busque a face do mestre (IICr 7.14).
Autor: Leonésio Ponce


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